Caracterização do Baixo Alentejo
Localização Geográfica
O Baixo Alentejo integra a extensa Região Alentejo, sendo limitado a norte pelo Distrito de Évora, a leste por Espanha, e a sul pelo Distrito de Faro. Esta sub-região integra 13 Concelhos: Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Ferreira do Alentejo, Mértola, Moura, Ourique, Serpa e Vidigueira.
Clima
Em termos climatéricos, o Baixo Alentejo é uma Região de clima mediterrânico, sendo caracterizado por uma temperatura média anual elevada que oscila entre os 15º e os 17,5º (registando valores superiores na margem esquerda do Guadiana). No interior as amplitudes térmicas variam entre os 13º e os 15º graus celsius, sendo que os dias com temperatura máxima superior a 25º elevam-se a mais de um terço do ano. A precipitação anual é mal repartida verificando-se um excesso de água no Outono e Inverno e acentuada carência no Verão.
Principais Recursos
As principais actividades económicas do Baixo Alentejo desenvolvem-se em torno da exploração mineira (pirites), da silvicultura, da exploração das espécies cinegéticas, da agro-pecuária, pastorícia e produtos derivados, podendo tomar-se como exemplo a cortiça, o azeite, os queijos, os enchidos e presuntos, os vinhos, a aguardente de medronho e o mel.
O rio Guadiana, considerado um dos recursos naturais mais importantes do Baixo Alentejo, é um rio internacional da Península Ibérica que nasce em Espanha (nas belas lagoas de Olhos do Guadiana), e quando chega a Portugal, no Alentejo, segue a linha da fronteira. Tem cerca de 870 quilómetros de comprimento, em que apenas 260 se encontram em Portugal, delimita a denominada “Margem Esquerda do Guadiana”. As suas paisagens, de elevado valor histórico e natural, são testemunhas vivas da acção humana que ao longo dos tempos transformou o coberto natural original numa diversidade de ecossistemas, adaptados à secura e aridez do clima.
Esta sub-região é fortemente marcada não só por um património cultural, que se reflecte nos sítios arqueológicos, castelos, igrejas, antigas minas, museus, e pequenas vilas e aldeias que com as suas construções tradicionais reflectem a diversidade das influências culturais a que esta região esteve sujeita, mas também por um património natural do qual constituem exemplos as zonas de protecção especial (ZPE) de Moura, Barrancos e do Guadiana.
Gastronomia
A carne de porco e de borrego são a base da gastronomia tradicional da sub-região, juntando-se-lhes ainda as espécies cinegéticas como o javali, o coelho, a lebre e a perdiz. O pão, o azeite e as ervas aromáticas são ingredientes fundamentais desta cozinha mediterrânica, dando sabor às sopas, migas, ensopados e açordas. Os vinhos, queijos, enchidos e presuntos – alguns com Denominação de Origem – são elementos indispensáveis da boa mesa alentejana. Os ovos, a gila e a amêndoa são elementos integrantes da confeitaria, sendo de salientar a doçaria conventual. Cada localidade tem as suas especialidades gastronómicas.
Costumes e Tradições
No Baixo Alentejo, o barro, as varas de vime, a cortiça, o ferro, a madeira, a lã e o linho são transformados em peças de artesanato que mantêm viva a memória colectiva. Peças que sobrevivem ao passar dos anos e traduzem a alma de um povo. As suas gentes, com os seus saberes, experiência, tradições e cultura, dão vida e alma aos objectos inertes. Também as festas religiosas e populares dão vida a essa memória, todas as aldeias e vilas embelezam-se para festejar os seus santos padroeiros especialmente no período de Verão. As feiras, outrora espaços privilegiados de convívio e comércio, modernizam-se hoje em mostras das actividades e produções locais. Também o convívio em torno do Cante Alentejano é pretexto para encontros nas várias localidades que têm tradição nesta arte.
Alojamento e Restauração
O Baixo Alentejo permite ao visitante desfrutar de um turismo relaxante, tendo a natureza como pano de fundo. Assim, a oferta de alojamento na sub-região vai desde a estadia num castelo ou num convento (rede de Pousadas de Portugal) até às várias unidades hoteleiras prontas a receber os visitantes, passando ainda pela possibilidade de desfrutar de um acolhimento mais familiar nas diversas unidades de Turismo em Espaço Rural, ou nas simpáticas hospedarias e casas de hóspedes. Outra das potencialidades da sub-região são os produtos regionais e os pratos típicos que se podem encontrar nos inúmeros restaurantes espalhados por todas as localidades do Baixo Alentejo. A Gastronomia é sem dúvida um dos melhores cartões de visita da sub-região.
Território e População
O Baixo Alentejo é uma sub-região da extensa Região do Alentejo, abrangendo uma área de 8.544,6 km², correspondente a 10,8% do território nacional. O Baixo Alentejo integra 13 Concelhos e 83 Freguesias. A área média das freguesias desta sub-região é de 102,9 km², bastante superior à média nacional (21,7 km²). A densidade populacional do Baixo Alentejo corresponde a 15,2 hab/km². A população residente na área é de 134.914 indivíduos.
Em termos de distâncias, pode tomar-se como referência o concelho de Beja que é a capital do Baixo Alentejo e traçar as distâncias a algumas cidades de referência nacionais e transnacionais.
Distancias:
|
Locais
|
Distância
|
|
Lisboa
|
180 km
|
|
Évora
|
80 km
|
|
Setúbal
|
144 Km
|
|
Sines
|
104 km
|
|
Faro
|
148 km
|
|
Madrid
|
581 km
|
|
Sevilha
|
216 km
|
Fonte: Site Via Michelin, em www.viamichelin.com
Acessibilidades:
O IP2 constitui o eixo de ligação Norte/Sul enquanto que o IP8 é o eixo de atravessamento Oeste/Este, uma “ponte” que atravessa transversalmente o Baixo Alentejo, promovendo a aproximação do Atlântico e Espanha, e ligando Sines à fronteira (em Vila Verde de Ficalho). A auto-estrada de Lisboa ao Algarve tem acesso a aproximadamente 50 km, sendo que esta ligação agora realizada em itinerário principal deverá ser brevemente realizada em auto-estrada.
A sub-região é servida pela linha ferroviária do sul, encontrando-se a sua capital a duas horas do centro da capital do País.
Dispõe igualmente de uma pista de aterragem, considerada a segunda melhor do País, referenciada nas rotas aéreas, como recurso de emergência, sem restrições de uso por qualquer tipo de aeronave. Estão em curso obras para transformar a base aérea, num aeroporto com fins civis, destinado a voos regionais, internacionais e intercontinentais.
Baixo Alentejo
|
Área (km ²)
|
Percentagem do território português
|
População Residente
|
Densidade Populacional
|
|
8.544,6 km²
|
10,8%
|
134.914
|
15,2 hab/km²
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Alentejo
|
Área (km ²)
|
Percentagem do território português
|
População Residente
|
Densidade Populacional
|
|
31.551,8 km²
|
34, 26%
|
765.971 hab.
|
24,3 hab/ km²
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Portugal
|
Área (km ²)
|
Percentagem do território português
|
População Residente
|
Densidade Populacional
|
|
92. 089,7 km²
|
|
10. 569,592 hab.
|
114,3 hab/ km²
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Economia
A Economia Regional apresenta uma especialização relevante do sector agrícola, muito embora as actividades relacionadas com os Serviços venham a ganhar cada vez maior importância relativa.
Como motor da economia alentejana encontramos alguns sub sectores da actividade Agro-Industrial cuja recente afirmação nos mercados nacionais e internacionais se tem mostrado bastante competitiva. As actividades do Turismo, muitas vezes consideradas intrinsecamente relacionadas com o Sector Agro-alimentar, têm vindo a revelar também um potencial de crescimento económico para a Região.
VAB per capita (milhões de euros)
|
Portugal
|
|
Agricultura e Pescas /
|
Industria
|
Serviços
|
|
4%
|
25%
|
70%
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
|
Alentejo
|
|
Agricultura e Pescas
|
Industria
|
Serviços
|
|
16%
|
27%
|
57%
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
|
Baixo Alentejo / Bajo Alentejo
|
|
Agricultura e Pescas
|
Industria
|
Serviços
|
|
17%
|
15%
|
68%
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Empresas em 2005, por Actividade Económica no Alentejo (N.º)
|
Agricultura e Pescas
|
3390
|
|
Industria
|
951
|
|
Construção
|
1694
|
|
Comércio, Alojamento e Restauração, Transportes e Comunicação
|
6106
|
|
Outros Serviços
|
1421
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Trabalho
O Baixo Alentejo apresentava, em 2005, uma taxa de actividade de 42%, percentagem algo abaixo da registada para o conjunto da Região e do País e que encontra razão numa estrutura de população marcada pelo envelhecimento. A população empregada ocupa-se sobretudo no sector dos serviços (62%, em 2004), sendo que a percentagem de população empregada no sector agrícola é ainda bastante importante – 15%.
Taxa de Actividade (%)
|
Unidade Geográfica
|
Taxa de Actividade
|
|
Portugal
|
52,5
|
|
Alentejo
|
49,3
|
|
Baixo Alentejo / Bajo Alentejo
|
42,5
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
População empregada por sector de actividade (%)
|
Alentejo
|
|
Agricultura e Pescas
|
Industria
|
Serviços
|
|
12%
|
28%
|
60%
|
Fonte
: País em Números, 2004
|
Baixo Alentejo
|
|
Agricultura e Pescas
|
Industria
|
Serviços
|
|
15%
|
23%
|
62%
|
Fonte
: País em Números, 2004
Taxa de Desemprego (%)
A taxa de desemprego, ao nível do Baixo Alentejo, rondava os 11,5 % em 2005.
|
Unidade Geográfica
|
Taxa de Desemprego (%)
|
|
Portugal
|
7,6
|
|
Alentejo
|
9,1
|
|
Baixo Alentejo
|
11,5
|
Fonte: INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Comércio Internacional
Importações e Exportações (milhares de euros)
|
|
Saídas
|
Entradas
|
|
|
Total
|
Expedições
|
Exportações
|
Total
|
Chegadas
|
Importações
|
|
Portugal
|
29 351 693
|
23 435 348
|
5 916 346
|
47 206 563
|
35 974 548
|
11 232 014
|
|
Alentejo
|
2 245 354
|
1 898 769
|
346 585
|
2 227 946
|
2 034 227
|
193 719
|
|
Baixo Alentejo
|
227 245
|
204 006
|
23 239
|
30 452
|
29 184
|
1 268
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
A balança comercial da sub região revela que as trocas comerciais se fazem preferencialmente dentro da União Europeia, sendo claramente favorável ao Baixo Alentejo. A cortiça, a pedra natural, o azeite e o vinho são alguns dos produtos que mais contribuem para as exportações.
Principais Produtos
A morfologia do terreno e o clima mediterrânico que caracterizam a Região criam condições ímpares para a produção de produtos de elevada qualidade de que se destacam os azeites, o vinho, os queijos, os enchidos tradicionais e as horto-frutícolas.
Exemplo disso são os produtos tradicionais com nome protegido. Os produtos com a qualificação DOP – Denominação de Origem Protegida, IGP – Indicação Geográfica Protegida e ETG – Especialidade Tradicional Garantida são produtos cujas qualificações garantem ao consumidor que foram produzidos mediante regras estabelecidas com base em receitas e métodos tradicionais, utilizando raças e variedades autóctones e respeitando as regras de segurança alimentar. Existem 46 destes produtos no Alentejo, sendo esta a Região com maior número de produtos tradicionais com nome protegido no País.
Azeite, carne de bovino, caprino, ovino e de suíno, frutas frescas, secas e secadas, mel, enchidos e ensacados, presuntos e queijos, constituem o leque de produtos de sabores e saberes tradicionais e genuínos que se podem encontrar no Baixo Alentejo.
Turismo
O turismo no Baixo Alentejo engloba a descoberta de roteiros históricos e culturais e os encantos alentejanos do turismo rural espalhado um pouco por todos os concelhos do Baixo Alentejo.
Consideram-se quatro destinos turísticos diferenciados na sub região:
- As Terras do Pão e do Vinho, que dão a conhecer os concelhos onde a produção vitivinícola marca a paisagem e os modos de vida, referindo-se aos concelhos de Alvito, Vidigueira, Cuba e Ferreira do Alentejo;
- A margem esquerda do Guadiana com os concelhos de Moura, Barrancos, Serpa e Mértola;
- O Campo Branco, como a área abrangida pelos concelhos de Aljustrel, Almodôvar, Castro Verde e Ourique;
- Beja, Rainha da Planície, a antiga Pax Julia, é a capital do Baixo Alentejo.
Alentejo
|
Estabelecimentos Hoteleiros
|
134
|
|
Capacidade de Alojamento
|
9.036 Camas
|
|
Estada média de hóspedes estrangeiros
|
1.6 Noites
|
|
Dormidas
|
939.270
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Baixo Alentejo
|
Estabelecimentos Hoteleiros
|
20
|
|
Capacidade de Alojamento
|
1.064 Camas
|
|
Estada média de hóspedes estrangeiros
|
1.3 Noites
|
|
Dormidas
|
98.644
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Turismo Rural
Alentejo
|
Nº de Estabelecimentos
|
166
|
|
Turismo Rural
|
53
|
|
Turismo de Habitação
|
27
|
|
Agro-turismo
|
52
|
|
Casas de Campo
|
32
|
|
Turismo de Aldeia
|
02
|
|
Capacidade Total de Alojamento
|
1.880 Camas
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Baixo Alentejo
|
Nº de Estabelecimentos
|
44
|
|
Turismo Rural
|
14
|
|
Turismo de Habitação
|
02
|
|
Agro-turismo
|
11
|
|
Casas de Campo
|
15
|
|
Turismo de Aldeia
|
02
|
|
Capacidade Total de Alojamento
|
440 Camas
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
O Baixo Alentejo tem vindo a apostar na oferta turística, dispondo já de alguma capacidade hoteleira cuja principal atracção reside no Turismo em Espaço Rural e na exploração dos seus recursos naturais e culturais.
Infra-estruturas
Triângulo de Potencialidades
• EFMA – Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva
A Barragem de Alqueva é a maior barragem de Portugal, situada no rio Guadiana, no Baixo Alentejo, perto da fronteira espanhola. Construída com os objectivos principais de impulsionar o regadio e permitir a produção de energia eléctrica, veio possibilitar a instalação de diversas actividades complementares, da exploração do turismo naútico, instalação de campos de golfe, complexos turísticos diferenciados, entre outros. Diversas infra-estruturas do sistema global encontram-se já construídas e muitas outras estão em fase avançada de projecto. A albufeira de Alqueva, é considerada o maior espelho de água artificial da Europa (250 km2 de superfície; 83 km de comprimento; 1160 km de margens), atribui ao Alentejo um mar de oportunidades, tendo potencial para se tornar num destino turístico de eleição.
• Aeroporto de Beja
O aeroporto de Beja é das infra-estruturas mais aguardadas para a Sub Região, colocando as entidades locais neste projecto as maiores expectativas para o seu desenvolvimento. No que se refere a emprego directo, o aeroporto deverá criar cerca de 200 postos de trabalho, sendo que cada emprego directo se espera correspondam 4 postos de trabalho indirectos. Pode dizer-se que o aeroporto é uma infra-estrutura essencial para a região, na medida em que atrairá outro tipo de indústrias, de entre as quais uma com grande potencial: o Turismo e a logística. Neste sentido, o novo aeroporto permitirá desenvolver as vantagens locativas da sub região, que serve de ponte entre a área metropolitana de Lisboa e o Algarve, entre o Porto de Sines e Espanha, permitindo atrair investimento e população e turistas.
• Ligação ao Porto de Sines (IP8)
O Porto de Sines é um porto de águas profundas e o principal porto na fachada ibero-atlântica. Considerado líder nacional na quantidade de mercadorias movimentadas, apresenta condições naturais excepcionais na costa portuguesa para acolher todos os tipos de navios. Contempla cinco modernos terminais especializados, podendo movimentar diferentes tipos de mercadorias.
Este Porto dispõe ainda das acessibilidades terrestres adequadas ao tráfego actual, existindo um plano de evolução rodo-ferroviário que irá permitir dar resposta às projecções futuras de crescimento do porto e da sua área de influência. Estas ligações deverão servir de elo de ligação, e potenciar investimentos estruturantes como o Porto de Sines, o empreendimento de fins múltiplos de Alqueva, o Aeroporto de Beja (em construção), as projectadas plataformas logísticas do Poceirão e de Elvas e os projectos turísticos previstos para o litoral e o interior.
Parques Industriais e Incubadoras
O Baixo Alentejo procura criar mecanismos de apoio à fixação de empresas, nomeadamente uma rede de Zonas e Parques Industriais que asseguram a infra estruturação necessária à localização empresarial bem como a oferta de serviços de apoio e condições atractivas para que esta se realize. As incubadoras têm por objectivo fomentar o aparecimento de novas empresas na área geográfica de cada concelho proporcionando-lhes condições técnicas e físicas para um desenvolvimento e crescimento sustentados, tendo em vista a criação de postos de trabalho.
Inovação e Investigação
Cerca de 40% das empresas da Região desenvolveram actividades de inovação entre 2002 e 2004, tendo-se realizado uma despesa de 40 986 milhares de €, nestas actividades em 2003.
Indicadores de investigação e desenvolvimento
Pessoal Afecto a Actividades de Investigação e Desenvolvimento (Nº)
|
Total
|
989
|
|
Empresas
|
228
|
|
Estado
|
223
|
|
Ensino Superior
|
519
|
|
Instituições Privadas sem fins lucrativos
|
019
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
Despesa em actividades de Investigação e Desenvolvimento (milhares de euros)
|
Total
|
40.986,1
|
|
Empresas
|
12.227,1
|
|
Estado
|
8.055,6
|
|
Ensino Superior
|
20.292,8
|
|
Instituições Privadas sem fins lucrativos
|
410,5
|
Fonte:
INE, Retrato Territorial de Portugal, 2005
A Região Alentejo conta com 15 Estabelecimentos de Ensino Superior Públicos e 5 Privados. Estes Estabelecimentos estão congregados em 3 grandes pólos: A Universidade de Évora e os Institutos Politécnicos de Beja e de Portalegre.
O Baixo Alentejo está dotado de estabelecimentos de ensino superior, na sua grande maioria agregados no Instituto Politécnico de Beja, como a Escola Superior Agrária, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, a Escola Superior de Educação, e a Escola Superior de Saúde. Existe ainda o Instituto Superior de Psicologia Aplicada e a Universidade Moderna de Beja. É visível na sub-região um esforço realizado para a adaptação das empresas à Sociedade da Informação, estando em curso diversos projectos de promoção pública e privada, de entre os quais podem tomar-se com exemplo:
- Beja Digital – Portal do Baixo Alentejo que pretende melhorar a qualidade de vida das populações através da maior disponibilidade e qualidade de mais e melhores serviços. São disponibilizados no portal conteúdos e e-services on-line.
O Beja Digital promove e divulga as ofertas instaladas no Baixo Alentejo, pretendendo trazer visibilidade para todos os agentes económicos, culturais e colectivos da sub-região alargando desta forma os seus “mercados”. Por outro lado procura impulsionar a modernização da administração local em banda larga. O portal proporciona uma oportunidade para a modernização dos seus serviços, nomeadamente através da implementação de plataformas de Governo Electrónico a fim de agilizar o atendimento ao munícipe e a tramitação processual.
- Beja Biz – Portal que surge norteado pelo desenvolvimento económico do Baixo Alentejo, agregando um conjunto de informação e ferramentas essenciais ajustadas ao tecido empresarial existente na Sub-região. Este Portal disponibiliza alguns dos recursos fundamentais no apoio às empresas, promovendo o empreendedorismo e a inovação e apostando na promoção do território.
Energias Renováveis
A produção de energia a partir dos diversos recursos endógenos existentes é actualmente uma vantagem, que contribui para a produção de riqueza e criação de emprego num território. Contribuir para a eficiência energética e para a sustentabilidade ambiental e económica tem vindo a ser uma preocupação crescente nos últimos anos no Baixo Alentejo, onde se vem promovendo projectos ligados à produção de energia a partir de fontes renováveis, e às construções sustentáveis.
A produção de energia fotovoltaica é a preponderante. Aproveitando o tempo de exposição solar que é bastante favorável na sub-região, nasceram mega centrais solares nos concelhos de Serpa e Moura e um parque solar no concelho de Almodôvar. Na verdade, a aposta na potenciação deste recurso natural é cada vez mais vincada, com o nascimento de projectos, como o de Ferreira do Alentejo, que prevê a criação de cinco centrais solares no concelho, ou o de Vidigueira, Moura, Mértola e Barrancos, que integram um projecto estruturante de seis parques solares.
No concelho de Almodôvar, a energia eólica surge de mais um recurso abundante deste território que possibilitou a construção do maior parque eólico até hoje existente a sul do Tejo.